Quando me vi sozinho, sem uma razão.
Tentava enxergar, o que eu não via.
Parado ali, Sequer, uma companhia, qualquer.
E todos diziam estar, quando ninguém estava.
E nem importava, como eu me sentia.
Eu sinto muito, por não ser, por não ter.
Às vezes choro, por descrer, acreditar.
É olhar as outras pessoas felizes.
E ao mesmo tempo tão tristes, como eu.
Minhas lagrimas já não significam nada.
Meu desgosto se tornou até um gosto.
Para aqueles que dão gosto de me ver sofrer.
Mas afinal o que há de errado, em errar?
Essas desventuras? Carrego em minha vida.
Estão escritas nessas linhas.
E vão estar em constância, em vários e bucólicos poemas.
Ninguém vive sem sofrer, ninguém sofre por viver.