domingo, 24 de outubro de 2010

Joâo

Já não carrego orgulho nenhum em mim.
E quero viver no vão de minha consciência.
Ancorado, num porto vazio, tal como minha alma.
Esdrúxula, sem ao menos uma gota de ilusão.
Perante um mar, de sonhos, afoguei em desventuras.
Fechei meus olhos e entreguei-me por inteiro.
O amor e cego, mas consegue enxergar, consegue selecionar.
E castiga aqueles que por si não sonham.

E a morte, talvez seja o diagnostico final.
Mas não a morte de um corpo.
A morte de uma alma que deixou de sonhar a tempos.
Um homem simplesmente deixa de viver quando não sonha mais.
Um ser que não sonha não alcança.
Não vive não tem esperança, e se contenta com pouco.

Seu nome?. João.
Não seu nome não era João.
Sua vida não era simples, e nem mesmo tão complicada.
Seus problemas não eram impossíveis.
Sua tarefa o tornou tão melancólico.
Que hoje ele escreve versos como esses, descritos.
João.
Não seu nome não era João.

Thiago Dionísio

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